Picos(PI), 18 de Dezembro de 2017
Cidades
Caminhada e mesa-redonda marcam ações do Setembro Amarelo em Santana do PI
Atividades tem por objetivo conscientizar a população para a valorização da vida
Em 29/09/2017 por Jesika Mayara
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(Foto: Gelimar Moura)

No final da tarde desta quinta-feira (28) a cor amarela tomou conta das ruas de Santana do Piauí. O episódio marcado por uma caminhada e mesa-redonda representam a culminância das atividades alusivas ao Setembro Amarelo, mês da prevenção ao Suicídio.

Servidores municipais, secretários, vereadores, idosos e adolescentes assistidos pelos programas sociais participaram do ato que tem por objetivo conscientizar a população local para a valorização da vida.

A caminhada que reuniu dezenas de pessoas partiu da Unidade Básica de Saúde Isaac Borges, percorrendo as principais ruas da cidade com desfecho na Praça São Pedro. Posteriormente, foi realizada uma mesa-redonda com profissionais da área que discutiram a temática do suicídio junto à comunidade. O momento contou com a participação da terapeuta ocupacional Santyla Brandão, a psiquiatra Gioconda Cronnemberg e a psicológa Layse Elaine Feitosa Soares.

A secretária municipal de Assistência Social, Tarciana Bernardes, disse que no município santanense já foram registrados casos de suicídios e/ou tentativas. Diante do problema de saúde pública, a temática foi encarada com atenção pelo poder público municipal.

"Entende-se que é um tema atual, que embora nossa cidade seja pequena problemas desta natureza também ocorrem, afetando principalmente a juventude. Convidamos a população em geral para juntos discutirmos sobre esta temática. A prefeita Maria José também está ciente da situação a nível local e o município conta agora com atendimentos de uma psiquiatra", enfatizou.

A psiquiatra, Gioconda Leal Cronnemberg, explicou que a família deve estar atenta há alguns sinais específicos que podem indicar transtornos depressivos, e em casos críticos levar ao suicídio.

"Para os transtornos depressivos é importante que estes sinais estejam presentes por um certo período de tempo, como perda global do prazer, alterações no sono, alterações do apetite, tristeza, choro frequente, indisposição. Mas é necessário uma avaliação do profissional para verificar se trata de um transtorno e/ou apenas um processo adaptativo diante do cotidiano", afirmou a psiquiatra.

Gioconda Leal Cronnemberg

Gioconda Leal Cronnemberg ressaltou ainda que os transtornos depressivos são um dos principais fatores que motivam o suicídio, representando 35% dos casos.

A psicóloga do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), Layane Leal, pontuou que no município é desenvolvido o projeto - Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família, realizando acompanhamento familiar e funcionando como política preventiva e de atenção aos problemas existentes nos lares.

"Dentro do nosso campo de atuação na Assistência Social nos deparamos com estas situações de saúde mental que chegam até nós. São demandas de depressão, ansiedade, transtornos de personalidade que encaminhamos para a política da Saúde.  O Grupo Esperança, Ação e Vitória atende pessoas que vivem em situação de isolamento, ou que passam por situação de negligência familiar, pessoas com deficiências, situação de vulnerabilidade social que podem levar ao desenvolvimento de uma ação suicida e/ou tentativa", frisou a psicóloga.

Durante toda a semana, os diversos órgãos vinculados à Administração Municipal promoveram atividades para discutir a temática.

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