Picos(PI), 22 de Junho de 2018
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É possível acabar com o sofrimento diário proporcionado pelas operadoras de telefonia celular?
O celular passou de artigo de luxo para praticamente uma necessidade, acessível a praticamente todas as pessoas.
Em 04/01/2016 por Jesika Mayara
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Os aparelhos viraram uma mania e praticamente uma necessidade geral no Brasil. (Foto: Reprodução)

Orlando Maurício de Carvalho Berti

Jornalista, nascido e criado no Sertão do Piauí, andando e conhecendo um série de faces e interfaces na região de Picos. Professor efetivo (Assistente II – DE), pesquisador e extensionista do curso de Comunicação Social – habilitação em Jornalismo da UESPI – Universidade Estadual do Piauí. Estuda atualmente fenômenos comunicacionais ligados ao Sertão nordestino. Ex-professor e pesquisador dos cursos de Jornalismo da UESPI de Picos e da Faculdade R.Sá. É estudante do último ano do Doutorado em Comunicação Social na UMESP – Universidade Metodista de São Paulo, por onde também é mestre na mesma área. Fez recentemente estágio doutoral na Universidad de Málaga, na Espanha.

Os aparelhos de telefonia móvel, também conhecidos por celulares, viraram uma mania e praticamente uma necessidade geral no Brasil. É mais raro encontrarmos pessoas que não usam ou não gostam dessa tecnologia do que políticos verdadeiramente honestos.

O celular passou de artigo de luxo (para poucos endinheirados ou excêntricos) no final do século passado, para praticamente uma necessidade, acessível a praticamente todas as pessoas. Um aparelho pode custar menos de R$ 100,00 e as operadoras oferecem planos de poucos valores, além da possibilidade dos telefones pré-pagos, em que só se paga quando se usa.

Mas o aumento do mercado de usuários de celular, em que no Brasil há mais linhas de telefonia móvel do que habitantes, não é elevada pela qualidade do serviço. Quanto mais linhas: mais sofrimento para os usuários. Deveria ser o contrário, pois quanto mais pessoas usando: há mais lucros e possibilidade de mais investimentos das empresas.

No Piauí há quatro operadoras de telefonia celular: a TIM (mais antiga, que herdou a estrutura da estatal Telepisa Celular), a Claro (antiga BCP, segunda mais antiga e que com a privatização da telefonia celular nasceu para concorrer com a TIM) e as mais novas Oi, no mercado há mais de uma década, e a caçula na nossa região, mas gigante no Brasil, Vivo.

O fato da concorrência ajudou a diminuir o preço das chamadas e também da acessibilidade a mimos: como aparelhos de “brinde”, além de outras estratégias de fidelização. Mimos, diga-se de passagem, não gratuitos, mas uma forma de manter pelo máximo de tempo, o cliente preso a essas operadoras.

Atire o primeiro celular na minha cabeça quem nunca teve problemas com uma dessas operadoras! Quem nunca ficou muda ou mudo! Além de outros tantos perrengues! Pois é, cara e caro, todo mundo pode ter celular, mas nem todo mundo pode falar e como um celular não é aparelho de enfeite, precisamos procurar soluções de mudar. Veio a portabilidade, possibilidade de mudança de operadora, sem perdermos o número original, mas não funcionou, já que operadora X parece ser pior que a operadora Y!

Mas o consumidor não pode ficar só lamentando, tem de agir. Para a desinformação da maioria dos usuários é possível, sim, melhorar o serviço.

Existe uma agência específica para fiscalizar as operadoras de telefonia celular (Claro, Oi, Tim, Vivo), que é a Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações. Esse órgão, ao ser provocado pelo consumidor, tem, por Lei, a obrigação de apurar imoralidades promovidas pelas operadoras de telefonia.

Você ou qualquer pessoa pode ligar, 24 horas por dia, e de graça, para o número 1331. Ao relatar os problemas das operadoras de telefonia celular a Anatel é obrigada a apurar e punir caso haja irregularidades. E você sabe que sim, pois a maioria das operadoras oferece um serviço muito aquém do esperado.

As punições das operadores ocorrem também quando elas ultrapassam determinado número de reclamações. Ou seja: quanto mais reclamações, mais as operadoras são punidas e, consequentemente têm de melhorar o serviço.

É um dispositivo simples que, se fosse concretizado por todos os usuários teríamos um serviço melhor. Essa política de fiscalização vale não só para a telefonia celular, mas para todos os serviços via concessões públicas.

Ajamos e pratiquemos cidadania, afinal se não metermos a boca no trombone você acha que será o pessoal do Trem Azul da Tim, o Ronaldo da Claro, o bonequinho da Vivo, ou as crianças simpáticas da Oi que reclamarão?

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