Polícia
Corpo de pedreiro morto em abordagem da PRF é exumado em Picos
Em 28/04/2026 por Jesika Mayara

(Foto: Reprodução/Carmo Neto)

O corpo do pedreiro Joilson Pereira, 39 anos, morto com tiro durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal em junho de 2020, foi exumado na manhã desta terça-feira (28), em Picos, mesmo município onde foi assassinado.

Agentes da Polícia Científica, da Polícia Federal e a viúva da vítima, Maria Raimunda Lima, acompanharam o processo em um cemitério de Picos. O caso é investigado pela PF.

"Ainda hoje eu não durmo direito, não vivo direito, eu só passo pela vida. Ele estava voltando do trabalho, em Bocaína. Um tiro pegou no braço e quando ele tentou correr pegou outro nas costas. Não teve abordagem", afirmou Maria Raimunda.

A viúva ainda relata que, após o falecimento de Joilson, passou por dificuldades financeiras, já que a vítima mantinha o sustento da família.

Segundo a PF, a exumação foi realizada em cumprimento a decisão judicial e que a ação pode esclarecer pontos ainda controvertidos no caso.

"A diligência foi inicialmente requerida pela própria defesa, a qual, posteriormente, manifestou desistência do pedido. Contudo, o Ministério Público Federal entendeu a necessidade da medida e insistiu em sua realização, o que foi acolhido pelo magistrado", explicou a assessoria do órgão.
A Polícia Civil já concluiu o inquérito do caso e encaminhou à Justiça. A PRF também apurou o caso em sigilo. De acordo com o advogado de Maria, Johilse Tomaz, a União já foi condenada em primeiro grau a pagar indenização por danos morais e materiais a família do pedreiro.

Relembre o caso
O pedreiro Joilson Pereira, 39 anos, morreu no dia 3 de junho de 2020, durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal no bairro Bomba, em Picos, cidade do Sul do Piauí.

De acordo com a família da vítima, ele conduzia uma motocicleta embriagado e sem capacete, mas o veículo pertencia a ele e estava regularizado.

A família e um amigo afirmam que um policial atirou em Joilson, que morreu. A PRF informou, por meio de nota, que o caso seria apurado.

"Se tivessem prendido ele, ele hoje estaria comigo. Ele estava sem capacete, estava alcoolizado, mas não tem cabimento terem atirado nele. Um bêbado não reage, se tivessem prendido, hoje ele estaria aqui comigo", disse a viúva de Joilson, Maria Raimunda Lima.

 

Fonte: G1

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