Saúde
Piauí atinge 6 anos sem sarampo, mas baixa vacinação mantém alerta no estado
Em 07/08/2026 por Jesika Mayara

(Foto: Ilustrativa / Freepik)

O Piauí completa, em 2026, seis anos consecutivos sem registrar casos confirmados de sarampo, consolidando um dos melhores cenários epidemiológicos do país. O último caso confirmado da doença no estado ocorreu em 2019 e, desde 2020, não há novos registros da circulação do vírus.

Apesar do resultado positivo, as autoridades de saúde alertam que o risco de reintrodução da doença permanece. O principal motivo é a redução das coberturas vacinais, aliada à possibilidade de introdução do vírus por pessoas infectadas vindas de áreas com circulação do sarampo, no Brasil ou no exterior. Esse cenário levou o Ministério da Saúde a intensificar estratégias de vacinação e de busca ativa por pessoas com esquema vacinal incompleto.

Menor índice do Nordeste
Segundo o painel de monitoramento do Ministério da Saúde, o Piauí apresenta coeficiente de incidência de 0,059 e taxa de notificação de 0,06 caso suspeito por 100 mil habitantes, a menor do Nordeste.

Embora os indicadores sejam compatíveis com a ausência de circulação sustentada do vírus no estado, o Ministério da Saúde ressalta que eles não reduzem a necessidade de vigilância epidemiológica.

A recomendação é que os municípios mantenham a investigação imediata de pacientes com sintomas compatíveis com sarampo, como febre alta, manchas avermelhadas na pele, tosse, coriza e conjuntivite, para impedir que um eventual caso importado provoque transmissão local.

Redução da cobertura vacinal favorece a reintrodução da doença

Considerado um dos vírus mais contagiosos do mundo, o sarampo pode ser transmitido por uma única pessoa infectada para diversas outras que não estejam protegidas.

Por esse motivo, o Ministério da Saúde recomenda que a cobertura vacinal permaneça acima de 95%, índice considerado necessário para manter a imunidade coletiva e impedir a circulação do vírus.

A experiência recente do Brasil demonstra que a redução das coberturas vacinais pode favorecer a reintrodução da doença. Após eliminar a circulação do vírus, o país voltou a registrar surtos a partir de 2018, situação associada à diminuição da vacinação e à importação de casos.

Vacinação continua sendo a principal forma de prevenção

A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, continua disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 

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