Geral
Biólogo explica associação do mês de maio ao aparecimento de cobras
No Piauí as espécies venenosas mais comuns são a cascavel, jararaca e a coral-verdadeira
Em 07/05/2019 por Redação

Captura de cobra no bairro Ipueiras no dia 04 de maio (Foto: Corpo de Bombeiros)

O mês de maio é conhecido na nossa região também como o “Mês das Cobras”. Com certeza você já ouviu isso de algum parente mais idoso. A percepção popular é de que as serpentes seriam vistas com mais frequência nesse período. Segundo o biólogo Fabrício Sousa, essa afirmação, fruto da cultura ser taneja, tem fundamento, pois as noites estão mais frias, e as cobras, que pertencem à família dos repteis – animais de sangue frio-, buscam abrigo para se aquecer.

Dessa forma, as pessoas acabam associando o aparecimento mais frequente das cobras ao mês de maio. No sertão piauiense as espécies venenosas mais comuns são a cascavel, jararaca (existem subespécies) e a coral-verdadeira. Podem ser encontradas ainda outras espécies que não inoculam veneno com a mordida, como a jiboia e a caninana.

Caso alguém encontre uma serpente dentro de casa, Fabricio orienta que as pessoas não tentem matá-las nem capturá-las. “Ao se deparar com estes animais as pessoas devem acionar o Corpo de Bombeiros que eles farão o recolhimento do animal e sua soltura num ambiente seguro tanto para o animal como para as pessoas”, explicou.

Ele diz ainda que o encontro de pessoas e serpentes é o resultado do desequilíbrio ecológico provocado pelo crescimento das cidades. Em Picos, quase todos os bairros são cercados por mata nativa. “Sempre lembrando que não se deve matá-las, a picada é um comportamento de defesa quando se sentem ameaçadas, e somos nós que invadimos e destruímos o seu habitat natural”, comentou o biólogo.

A melhor forma de evitar essas visitas indesejadas é manter a sua moradia higienizada. “Sempre manter o ambiente limpo, procurar limpar quintais e terrenos baldios, porque ambientes com entulhos propiciam, além de um bom lugar pra se camuflarem, a proliferação de animais que são do ‘cardápio’ desses répteis, como os pequenos roedores”, relatou.

 

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