10/03/2026 - Jesika Mayara
(Foto: Reprodução)
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na segunda-feira (9), o medicamento Xcopri (cenobamato), da Momenta Farmacêutica Ltda. O comprimido é indicado para adultos com epilepsia, que continuam apresentando crises mesmo após experimentarem pelo menos dois tratamentos diferentes.
Segundo a Anvisa, o cenobamato ajuda a diminuir a atividade elétrica anormal no cérebro, o que reduz a chance de novas crises. Estudos científicos mostraram que 40% dos pacientes que tomaram 100 mg do medicamento por dia tiveram diminuição de pelo menos 50% das crises, enquanto 64% dos que tomaram 400 mg por dia tiveram a mesma melhora.
O medicamento, no entanto, não deve ser usado por pessoas com síndrome do QT curto familiar, uma alteração genética rara que pode causar arritmias.
Mesmo com o registro aprovado, o Xcopri poderá ser comercializado apenas após a definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A oferta no SUS, por sua vez, depende de avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e decisão do Ministério da Saúde.
A epilepsia é uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Se ficarem restritos, a crise é chamada de parcial; se envolverem os dois hemisférios cerebrais, generalizada.
Segundo o Ministério da Saúde, na maioria dos casos, o diagnóstico de uma crise epiléptica pode ser feito clinicamente por meio de um exame físico geral, com ênfase nas áreas neurológica e psiquiátrica, e de um histórico detalhado pelo paciente. Muitas vezes, o auxílio de uma testemunha ocular é importante para que a crise seja descrita em detalhes.
No Brasil, o SUS oferece tratamento integral e gratuito para os casos de epilepsia, desde diagnóstico até o acompanhamento e tratamento necessários, inclusive o medicamentoso. O tratamento inicia, preferencialmente, na atenção primária.
Havendo necessidade, o médico pode encaminhar para um atendimento especializado de média e alta complexidade. O tratamento das epilepsias é feito com medicamentos que evitam as descargas elétricas cerebrais anormais, que são a origem das crises epilépticas. Casos com crises frequentes e incontroláveis são candidatos à intervenção cirúrgica.
SBT News