Picos(PI), 14 de Maio de 2026
POLITICA EM PAUTA

Os candidatos preferidos de Lula, Temer e do PSDB para a eleição indireta

Em: 24/05/2017
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Plenário da Câmara onde deve ser realizada a eleição indireta (Foto: Divulgação)

Duas teses estão prevalecendo em Brasília após o novo e maior escândalo que atingiu em cheio o governo do presidente Michel Temer (PMDB) na semana passada. Uma é que a permanência de Temer no cargo está praticamente inviável e a outra é que a mudança na Constituição, por meio de uma PEC que possibilite eleições diretas no Brasil também é inviável, tanto pela carência de votos no Congresso Nacional, quanto pelo longo caminho até sua aprovação. Com isso, prevalecendo o atual texto constitucional, que prevê eleições indiretas, Governo e Oposição já discutem nomes de prováveis candidatos. Mesmo defendendo com unhas e dentes a eleição direta, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva já discutiu com líderes do PT seus nomes para a escolha indireta, onde se sobressaiu o do ex-ministro do STF, Nelson Jobim, que comandou o Ministério da Defesa no governo Lula. No governo, Temer e aliados mais próximos deram sinais de preferência por Henrique Meirelles, ministro da Fazenda (já citado em nota anterior), mas também elogiam Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, que em caso de afastamento, assumiria por 30 dias o comando do país até a nova eleição. Maia teria, inclusive, o apoio de setores da oposição. No PSDB, principal aliado do presidente, primeiro se discutiu o nome de Fernando Henrique Cardoso, mas o ex-presidente perdeu influência e só conhece algo em torno de 30% dos atuais congressistas. Com isso, ganhou força no partido o nome de Tasso Jereissati (CE), que embora seja um político experiente e de vários mandatos, inclusive o de governador, não tem seu nome envolvido em escândalos e ainda é bem visto pelo setor empresarial.

Reforma Trabalhista: CAE suspende reunião após bate-boca de senadores

Em: 23/05/2017
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Randolfe Rodrigues e Ataídes Oliveira quase se agrediram fisicamente (Foto: Alessandro Dantas / AGPT)

Com dedos em riste, senadores bateram boca hoje, dia 23, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) e quase foram às vias de fato. Por conta da confusão os trabalhos foram suspensos pelo presidente da CAE, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Segundo informa o Diário do Poder, do jornalista Cláudio Humberto, durante a reunião, que analisava o texto da Reforma Trabalhista aprovado na Câmara, a oposição apresentou um requerimento, sem êxito, para adiar a leitura do relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que é pela aprovação. Foi aí que uma grande confusão se iniciou. Em determinado momento, de acordo com a publicação, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse que a oposição não aceitaria a leitura do relatório. Em resposta, Tasso Jereissati lembrou que posições autoritárias não cabem na democracia e que tais atitudes não seriam admitidas na comissão. Quando Tasso passou a palavra ao relator, os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Gleisi, Humberto Costa (PT-PE), Fátima Bezerra (PT-RN) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) se levantaram e foram aos gritos em direção a Ferraço para impedi-lo de ler o texto. Os senadores Randolfe Rodrigues e Ataídes de Oliveira (PSDB-TO) também trocaram insultos e só não se agrediram fisicamente porque outros parlamentares conseguiram contê-los. Com a inviabilidade da continuidade dos trabalhos, o presidente Tasso Jereissati suspendeu a reunião. No entanto, o relatório foi dado como lido.

PSB decide deixar base aliada de Temer e defende PEC das Diretas

Em: 20/05/2017
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Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB (Foto: Divulgação)

Em reunião realizada na tarde deste sábado, dia 20, na sua sede nacional em Brasília (DF), o Partido Socialista Brasileiro (PSB) decidiu romper oficialmente com o presidente da República, Michel Temer (PMDB) e abandonar a base de apoio do Governo Federal no Congresso Nacional. O desembarque do partido ocorre no momento em que o presidente Michel Temer enfrenta a maior crise política de seu governo, iniciada com a divulgação da delação dos donos da JBS, Wesley e Joesley Batista. De acordo com a Agência Brasil, ao fim da reunião, o PSB divulgou uma resolução na qual defende a saída do presidente Temer. A legenda também defendeu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de autoria do deputado federal Miro Teixeira (Rede-RJ), que prevê eleições diretas em caso de vacância da Presidência e da Vice-Presidência da República. Segundo o presidente do partido, Carlos Siqueira, a situação do ministro das Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, filiado à legenda, não está definida, tendo em vista que sua indicação para o ministério não é avalizada pelo partido. Mesmo assim, Fernando Filho já foi orientado a deixar a pasta. Outras legendas que dão sustentação ao governo Temer também estudam deixar a base aliada.

Joesley diz que pagou US$ 150 milhões a Dilma e Lula em contas no exterior

Em: 19/05/2017
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Dono da JBS confessa pagamentos para Lula e Dilma no exterior (Foto: Ricardo Noblat)

O empresário Joesley Batista, do Grupo JBS, afirma em sua delação premiada que pagou 150 milhões de dólares aos ex-presidentes Luís Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, por meio de contas de propina no exterior. As informações estão na versão on line do Jornal Estadão. Segundo a publicação, o empresário disse à Procuradoria Geral da República que Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda dos Governos Lula e Dilma, era o operador das contas. A reportagem do Estadão confirmou com procuradores próximos ao caso que a conta estava em nome de empresas offshores em banco na Suíça. A utilização de offshores caracteriza, para os investigadores, tentativa de camuflagem dos reais beneficiários da conta. “As duas contas foram ‘zeradas’ em 2014. Segundo Joesley Batista, o dinheiro foi utilizado para financiar campanhas políticas de partidos e candidatos elencados pelo ex-ministro Guido Mantega. Segundo o empresário, ele foi ‘explícito’ em uma reunião com Dilma sobre a existência desse dinheiro. De acordo com sua delação premiada, os gastos eram tratados em reuniões entre Guido Mantega e Batista” – destaca a publicação. O empresário não soube dizer se os partidos que se beneficiavam dos recursos usavam o dinheiro ‘em caixa 1, em caixa 2, por dentro ou por fora’. Segundo ele, quem cuidava dessa relação de pagamentos era Edinho Silva na época, o tesoureiro da campanha. O delator informou que em 2009 destinou uma conta a Lula e no ano seguinte, outra para Dilma.

Carmem Lúcia e Meirelles já são cotados para suceder Temer em eleição indireta

Em: 18/05/2017
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Ministra Cármen Lúcia, do STF e Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, cotados para a sucessão de Temer (Foto: Nelson Jr. / SCO/STF)

A permanência de Michel Temer na Presidência da República se tornou incerta de ontem (17) para cá, com o vazamento da delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista, proprietários da JBS, que afirmam ter gravado Temer dando aval para a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, preso em Curitiba (PR). Oposição e Governo avaliam que a situação é delicada e caso Michel Temer renuncie ao cargo, seja afastado por meio de Impeachment, ou pelo STF, a Constituição prevê a posse do presidente da Câmara na Presidência da República e determina que em 30 dias o Congresso Nacional escolha o novo presidente através de eleição indireta. E na capital federal os nomes para esse mandato tampão já estão sendo discutidos. Um deles é o da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, que além de ter seu nome preservado da enxurrada de crítica ao marasmo e decisões controversas do STF, também é respeitada no meio político e vista como conciliadora. Porém, ainda é incerta a receptividade de seu nome junto às maiores bancadas no congresso. O outro é o do atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que já foi presidente do Banco Central no Governo Lula e goza de reconhecimento dentro e fora do Brasil, sendo também um dos poucos auxiliares do atual governo que não está envolvido em citações da operação Lava Jato. Embora filiado ao PSD e tenha pertencido aos quadros do PSDB, Meirelles transita em todas as siglas e é bem visto pelo mercado financeiro, sobretudo nesses tempos de turbulência econômica.

PP indica o deputado Maia Filho para a Comissão Mista de Orçamento

Em: 17/05/2017
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Mainha ocupa mais uma comissão importante da Câmara (Foto: Assessoria)

O deputado federal José de Andrade Maia Filho, o Mainha (PP-PI), acaba de ser indicado pela liderança de seu partido para ser membro titular da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização da Câmara dos Deputados. A informação é de sua assessoria em Brasília (DF). Segundo o parlamentar, a indicação é mais uma vitória do Piauí, pois trata-se de uma das principais comissões do Congresso Nacional, por onde passam temas extremamente relevantes para o Brasil. Entre outras atribuições, a CMO examina e emite parecer sobre Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que chegou ao colegiado em 13 de abril (o governo tem até 15 de abril para enviar a proposta ao Congresso Nacional), onde são elencadas as prioridades do governo federal para cada ano. Este ano, os relatores da LDO e da Lei Orçamentária Anual (LOA) que organiza as receitas e as despesas que o governo terá ano no seguinte, sairão da Câmara dos Deputados. A LOA chegará ao Congresso em agosto. A comissão é composta por 42 titulares e igual número de suplentes, sendo 31 deputados federais e 11 senadores. A assessoria do deputado Maia Filho informou ainda que a comissão mista foi instalada no final de março, mas somente agora, com a eleição do presidente, o senador Dário Berger (PMDB-SC), poderá iniciar oficialmente os seus trabalhos. O deputado baiano Cacá Leão (PP) foi escolhido como relator.

Ministro do TSE libera para julgamento ação contra a chapa Dilma-Temer

Em: 16/05/2017
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Ministério Público recomendou, de novo, a cassação da chapa Dilma-Temer (Foto: Divulgação)

Na condição de relator no Tribunal Superior Eleitoral da ação impetrada pelo PSDB, que pede a cassação da chapa que elegeu Dilma Rousseff (PT) presidente da República e Michel Temer vice-presidente em 2014, o ministro Herman Benjamin liberou ontem, segunda-feira, dia 15, o processo para o julgamento em plenário. A liberação ocorreu após a chegada da manifestação do Ministério Público Eleitoral (MPE) e das alegações finais das defesas do presidente Michel Temer e da ex-presidente Dilma Rousseff. Segundo informa a Agência Brasil, o novo parecer, feito pelo vice-procurador eleitoral, Nicolau Dino, repete o posicionamento enviado ao TSE em março, antes da interrupção do julgamento. De acordo com o procurador, além da cassação da chapa, o tribunal também deve considerar a ex-presidente inelegível por oito anos. A novidade na manifestação é a inclusão dos depoimentos de delação premiada dos publicitários João Santana e Mônica Moura, responsáveis pelas campanhas eleitorais do PT. Nos depoimentos, o casal citou suposto recebimento de propina na campanha por Dilma. Cabe agora ao presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, marcar a data de início do julgamento no plenário.

Mão Santa pode ter pré-candidatura à Presidência lançada em evento do Solidariedade

Em: 15/05/2017
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Mão Santa, prefeito de Parnaíba (Foto: Divulgação)

O ex-governador do Estado, ex-senador e atual prefeito da cidade de Parnaíba, Francisco de Assis de Moraes Souza, o Mão Santa, poderá ter seu nome lançado pré-candidato à Presidência da República no próximo mês, durante evento do seu partido, o Solidariedade, que será realizado no dia 24 de junho em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. Segundo informa o jornalista Elivaldo Barbosa, da Tv Cidade Verde, de Teresina, o presidente nacional da sigla, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, já conversou com Mão Santa sobre o assunto na semana passada e na conversa, por telefone, o deputado também teria garantido a legenda ao gestor parnaibano para disputar a Presidência. Quando exerceu o mandato de senador da República, Mão Santa se notabilizou no país por conta de seu estilo irreverente e pelas duras críticas aos governos do PT a nível estadual e federal, na época chefiados por Wellington Dias e Luís Inácio Lula da Silva, respectivamente. O ex-senador também manifestava interesse na candidatura presidencial, o que nunca se concretizou. De 2002, quando se elegeu senador, até 2016, quando se elegeu prefeito em acirrada disputa, Mão Santa vinha acumulando uma série de derrotas ao Governo do Estado e ao Senado. Caso leve adiante a ideia de ser candidato em 2018, ele terá que renunciar o mandato de prefeito em abril do próximo ano, ou seja, com apenas um ano e três meses no cargo.

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