Picos(PI), 28 de Junho de 2026
POLITICA EM PAUTA

Com indicação de Alexandre de Moraes, Temer agrada o PMDB, o PSDB e, é claro, o STF

Em: 07/02/2017
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Alexandre de Moraes será o novo ministro do STF (Foto: Foto: Luiz Carlos Murauskas)

O que estava sendo especulado há vários dias, inclusive em nota publicada aqui no dia 20 de janeiro, foi confirmado ontem, segunda-feira (06), quando o presidente, Michel Temer, anunciou a indicação de Alexandre de Moraes para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF), com a morte do ministro Teori Zavaski, em trágico acidente aéreo. Alexandre de Moraes vinha ocupando o Ministério da Justiça desde que Michel Temer assumiu a Presidência da República ano passado. Moraes já se afastou do ministério e agora vai aguardar sua aprovação pelo Senado, após sabatina. Contudo, de ontem para cá o baralho dessa indicação tem sido grande, sobretudo nas redes sociais, onde as críticas e acusações são as mais variadas, superando em larga escala os poucos elogios à carreira e ao notório saber jurídico do indicado, principais requisitos de quem almeja uma cadeira na Suprema Corte Brasileira. De fato, Alexandre de Moraes é um jurista reconhecido no meio acadêmico, autor de livros que já superaram 700 mil exemplares vendidos. Já foi promotor de Justiça, professor universitário e integrou a primeira composição do Conselho Nacional de Justiça. Também foi secretário em São Paulo (Estado e capital). Em outra vertente, é filiado ao PSDB, já advogou para Eduardo Cunha e para cooperativas com suspeitas de ligação com o PCC. Tem também imóveis valiosos em seu nome. Porém, o que mais influenciou Michel Temer a indicá-lo para o STF foi poder agradar o próprio tribunal, pois a maioria dos ministros tinha predileção por ele, como também o PMDB que agora vai poder indicar o novo ministro da Justiça e, de tabela, o PSDB de Geraldo Alckmin, padrinho político do indicado.

Wellington deve entregar a Saúde ao PP na reforma do secretariado

Em: 03/02/2017
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Ciro e Wellington Dias durante encontro no Senado, em Brasília (Foto: Facebook Ciro Nogueira)

A mais recente viagem do governador do Piauí, Wellington Dias (PT), à Brasília (DF), na última quarta-feira (1º), vai repercutir muito na reforma do secretariado que ele pretende promover nos próximos dias, no intuito de readequar sua base aliada, agora com o reforço do PMDB. Fora da agenda oficial que cumpria na Esplanada dos Ministérios, Wellington deu uma esticada pela Praça dos Três Poderes e foi até o Senado, mais precisamente no gabinete do senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP. Informações de bastidores dão conta de que o governador vai entregar ao partido de Ciro o comando da Secretaria Estadual de Saúde. A medida além de política seria também estratégica, pois o partido já comanda o Ministério da Saúde, através do deputado Ricardo Barros (PP-PR), que foi indicação de Nogueira e vai comandar também a Secretaria de Saúde de Teresina, com a já confirmada filiação ao PP do ex-prefeito Sílvio Mendes, atual gestor da pasta na capital piauiense. Durante seu segundo governo e desde que assumiu este terceiro mandato, em 2015, Wellington Dias delegou o comando da Secretaria de Saúde ao deputado federal Assis Carvalho (PT-PI), seu fiel aliado, que por sua vez indicou para o cargo o médico Francisco de Assis Oliveira Costa. Até essa conversa com o senador Ciro Nogueira em Brasília, a Secretaria de Saúde era tida como inegociável em qualquer acordo político do governador. Mas, confirmando essas especulações, também se confirma o ditado que em política tudo pode acontecer.

Com 293 votos, Rodrigo Maia é reeleito presidente da Câmara

Em: 02/02/2017
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Rodrigo Maia, presidente reeleito da Câmara (Foto: Flávio Soares / Agência Câmara)

A Câmara dos Deputados vai continuar sob o comando do deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) pelos próximos dois anos. Ele foi eleito logo em primeiro turno na tarde de hoje, dia 02 de fevereiro, ou seja, atingiu acima da maioria absoluta (253) e chegou a obter 293 votos, segundo informa a Agência Câmara. “Candidato do bloco PMDB, PSDB, PP, PR, PSD, PSB, DEM, PRB, PTN, PPS, PHS, PV e PTdoB, Maia preside a Câmara desde julho do ano passado, em substituição ao ex-deputado Eduardo Cunha, que havia sido eleito para o biênio 2015-2016. O deputado Jovair Arantes (PTB-GO) – candidato do bloco PTB, Solidariedade, PROS e PSL – obteve 105 votos. Já o candidato do bloco PT, PDT, PCdoB, André Figueiredo (PDT-CE), teve 59 votos; a deputada Luiza Erundina (Psol-SP), 10; o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), 28; e o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), quatro votos. Houve cinco votos em branco” – destaca o portal da Câmara. A candidatura de Rodrigo Maia foi liberada por meio de liminar do ministro Celso de Melo, do Supremo Tribunal Federal, pois seus adversários na disputa a questionam na Justiça, alegando que Maia não pode ser reeleito presidente em uma mesma Legislatura. Em sua defesa, o deputado fluminense alega que não foi eleito para um mandato inteiro, de dois anos, e sim para completar o de Eduardo Cunha.

Por 10 minutos na tribuna, Bolsonaro entra na disputa pela Presidência da Câmara

Em: 02/02/2017
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Deputado Jair Bolsonaro (Foto: Nilson Bastian / Agência Câmara)

O deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PSC-RJ) registrou ontem, dia 1º, a sua candidatura à presidência da Câmara dos Deputados. A eleição acontece hoje, quinta-feira, e além dele mais cinco deputados também são candidatos ao comando da Casa, inclusive o atual presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ), considerado o favorito na disputa. Para ser eleito presidente, o candidato precisa da maioria absoluta dos votos em primeiro turno. Se houver segundo turno, ganha o mais votado. O processo eleitoral acontece em votação eletrônica e secreta. Jair Bolsonaro está ciente de que suas chances de vitória são remotas ou inexistentes e já anunciou que não quer votos, mas apenas fazer uso dos 10 minutos na tribuna que os candidatos terão direito para defender as plataformas de campanha. Criticado por uns e idolatrado por outros, pelo fato de empunhar bandeiras da direita e defender ideais conservadores, Bolsonaro já declarou que não vai entrar nesses assuntos quando estiver na tribuna e sim denunciar a subserviência do Legislativo perante os demais poderes, principalmente o Executivo, citando como exemplo as matérias que são aprovadas na Câmara que, em sua maioria, são oriundas do Executivo. Para ele, o Congresso está deixando de lado seu papel de legislador para simplesmente só chancelar o que vem do Palácio do Planalto.

Elmano se filia ao PMDB e partido se consolida como a maior bancada do Senado

Em: 01/02/2017
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Elmano assina ficha do PMDB, ao lado de Renan Calheiros. (Foto: Jr. Mourão)

A tão aguardada e propalada filiação do senador Elmano Ferrer ao PMDB finalmente aconteceu. Eleito pelo PTB em 2014, Elmano concretizou ontem, terça-feira (31), o ingresso em seu novo partido, em ato realizado na Sala da Presidência Senado. Piauienses como o deputado federal Marcelo Castro e o presidente nacional da Funasa, Henrique Pires, prestigiaram a solenidade. O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), ainda no cargo de presidente do Senado, conduziu o ato de filiação de Elmano e do senador Zezé Perrela (MG), que também foi eleito pelo PTB. As novas filiações fortalecem o PMDB e consolidam o partido como detentor da maior bancada do Senado, com duas dezenas de senadores. Agora peemedebista, Elmano Ferrer tem como primeira missão partidária contribuir com a eleição do seu correligionário Eunício de Oliveira (PMDB-CE), escolhido pela sigla como candidato a presidente do Senado. Já em âmbito estadual, a entrada de Ferrer nas fileiras do PMDB ocorre no momento em que as principais lideranças do partido acertam os últimos detalhes do retorno à base do Governo do Estado. Nesse sentido, o novo peemedebista já tem encontro marcado com o governador Wellington Dias (PT) neste final de semana.

Campanha entra na reta final e deputados tentam barrar reeleição de Rodrigo Maia

Em: 31/01/2017
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Da esquerda para a direita: André Figueiredo, Jovair Arantes, Rogério Rosso e Júlio Delgado (Foto: Bernardo Caram/G1)

Faltando dois dias para a eleição da nova mesa diretora da Câmara dos Deputados, quatro candidatos a presidente decidiram ingressar com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF), tentando impedir que o atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), seja candidato, o que configuraria no entendimento deles uma reeleição dentro da mesma legislatura. Os deputados que ingressaram com a ação no STF foram Júlio Delgado (PSB-MG), Rogério Rosso (PSD-DF), Jovair Arantes (PTB-GO) e André Figueiredo (PDT-CE). O documento também pede que a eleição, marcada para a próxima quinta-feira (02), seja suspensa até que o STF se posicione sobre o mérito da matéria em questão. Mesmo apontado como favorito na disputa e contando com o apoio dos principais partidos da base do governo e até de alguns da oposição, Rodrigo Maia ainda não lançou oficialmente sua candidatura e demonstra certa apreensão com a investida de seus adversários. Contudo, em sua defesa, Maia destaca que foi eleito, em 2016, para um “mandato tampão”, substituindo o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que renunciou ao posto. No STF, o processo foi distribuído para a relatoria do ministro Celso de Mello, que pode analisar a matéria a partir de amanhã, dia 1º de fevereiro, com o fim do recesso daquele tribunal.

Com adesão do PMDB ao Governo, PSB deve liderar a oposição no Piauí

Em: 26/01/2017
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Wilson Martins lidera o PSB no Piauí / Foto: Arquivo

O governador Wellington Dias (PT) deve promover no início de fevereiro algumas mudanças no seu secretariado, visando acomodar o PMDB que está voltando a integrar a base governista. Pelo tamanho e representatividade, o partido vai entrar pela porta da frente e, além de compor o primeiro escalão, indicando uma ou mais secretarias, deverá também fazer parte da chapa majoritária em 2018, quando Wellington tentará sua segunda reeleição. Com a ida do PMDB para o governo, caberá ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) liderar a oposição no Piauí. Dirigido pelo ex-governador Wilson Martins, o partido tem em seus quadros os deputados federais Rodrigo Martins, Átila Lira e Heráclito Fortes, ou seja, 30% da bancada piauiense na Câmara Federal. Na Assembléia Legislativa, a sigla também é representada por três deputados: Wilson Brandão, Rubem Martins e Gustavo Neiva. No interior do Estado, o número de prefeitos e vereadores, eleitos em outubro de 2016, também é representativo e não distancia o PSB das maiores siglas. Aos seus líderes cabe, daqui em diante, não só unificar o discurso de oposição, como também iniciar o diálogo com os demais partidos que estejam dispostos a trilhar esse caminho e, por fim, escolher o nome para disputar em 2018, com Wellington Dias, a eleição de governador do Estado.

Relações políticas do padre Walmir com alguns aliados continuam estremecidas

Em: 24/01/2017
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Prefeito de Picos, Walmir Lima / Foto: João Paulo Leal

A escolha do secretariado do prefeito José Walmir de Lima (PT) ainda tem seus desdobramentos e os aliados de primeira linha que contribuíram com a reeleição do gestor picoense em 2016 e que não foram contemplados nessa escolha ainda não restabeleceram suas relações políticas com o prefeito de Picos. Estão no rol de insatisfeitos o deputado estadual José Icemar Lavor Néri, o Nerinho, juntamente com seu pai, o ex-prefeito José Néri de Sousa, que comandam o PTB local, sigla que tem três vereadores e ainda o empresário Francisco da Costa Araújo Filho, o Araujinho, que levou o PSD para o palanque de Walmir e também tem cadeira na Câmara Municipal. Embora o prefeito tenha nomeado pessoas ligadas aos dois partidos para o seu secretariado, a indicação não partiu dos líderes maiores e sim dos vereadores ou suplentes destas siglas. A palavra rompimento não é pronunciada abertamente, no entanto, é notório o distanciamento e gente bem próxima a esses líderes afirmam, categoricamente, que as feridas estão longe de cicatrizar. O deputado estadual Severo Eulálio Neto (PMDB), pelos mesmos motivos, também deveria engrossar a lista de insatisfeitos, no entanto, se sente reconhecido pelo prefeito, quando o mesmo atuou aberta e decisivamente pela recondução de Hugo Victor (PMDB) à presidência da Câmara.

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