Picos(PI), 01 de Novembro de 2026

Matéria / Nacional

El Niño pode causar 857 mil mortes até março, mostra estudo

30/10/2026 - Jesika Mayara

Imprimir matéria
P40G-IMG-d8f1cefcef070b162d.jpg (Foto: Reprodução)
P40G-IMG-d8f1cefcef070b162d.jpg (Foto: Reprodução)

O fenômeno climático El Niño pode provocar 857,4 mil mortes adicionais relacionadas ao calor extremo em todo o mundo até março de 2027. A estimativa é do Climate Impact Lab, grupo de pesquisadores ligado à Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, que disponibilizou uma ferramenta de monitoramento dos impactos do fenômeno sobre a mortalidade.

Do total projetado, cerca de 484,5 mil mortes correspondem ao período entre junho e setembro de 2026. Outras 372,9 mil são previstas para os seis meses seguintes, entre outubro de 2026 e março de 2027.

A projeção considera o período desde o início do fenômeno, em junho de 2026, até março de 2027. Março concentra a maior projeção do período, com mais de 137 mil mortes estimadas.

Segundo o levantamento, a Nigéria deve registrar o maior número de mortes no período previsto, com aproximadamente 56 mil. A Índia aparece em seguida, com cerca de 55 mil, concentradas principalmente em março. Na Indonésia, a projeção é de aproximadamente 29 mil mortes relacionadas ao calor.

No Brasil, o levantamento estima cerca de 19 mil mortes adicionais relacionadas ao calor entre outubro e março. O número considera os efeitos das temperaturas acima da média sobre a mortalidade no país durante o período.

Como o levantamento foi feito
O Climate Impact Lab calcula o aumento estimado de mortes relacionadas ao calor em comparação com a média registrada entre 1996 e 2025. A metodologia considera diferenças climáticas locais, vulnerabilidade da população e capacidade de adaptação às temperaturas elevadas.

Para os meses já transcorridos, o estudo utiliza dados observados de temperatura. Já as projeções futuras consideram informações de modelos climáticos do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF).

O grupo explica que as estimativas aumentaram em relação ao relatório divulgado em setembro, principalmente pela inclusão de março no período de previsão e pela atualização dos dados de agosto e setembro.

Agosto de 2026 foi o mais quente já registrado para o mês, enquanto setembro ocupou a segunda posição no ranking histórico, segundo as estimativas.

Os pesquisadores ressaltam que os números representam estimativas de mortes adicionais associadas ao calor durante o evento, e não uma contagem de óbitos já confirmados.

 

Sbt News

Facebook