Picos(PI), 27 de Setembro de 2026

Matéria / Cidades

Sussuapara realiza III Chá da Inclusão com foco no acolhimento e valorização dos educadores 

27/09/2026 - Redação

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P40G-IMG-f9e9de4399219ec1d6.jpg (Foto: Reprodução)
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A Câmara Municipal de Sussuapara foi transformada, na noite deste sábado (26), em um espaço dedicado ao acolhimento, à reflexão e à valorização dos profissionais que atuam na educação inclusiva. O município realizou a terceira edição do Chá da Inclusão, iniciativa promovida pela Prefeitura de Sussuapara, por meio da Secretaria Municipal de Educação e da Sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE).

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Com o tema “A Casa dos Afetos: o cuidado com quem cuida”, a edição deste ano adotou uma proposta diferente das anteriores. Em vez de concentrar a programação apenas na conscientização sobre inclusão, o evento direcionou o olhar para os próprios educadores que acompanham diariamente estudantes da educação especial, reconhecendo também a necessidade de acolher e cuidar daqueles que cuidam.

A programação foi organizada em diferentes ambientes, construindo uma espécie de percurso simbólico. Cada espaço representava uma etapa de reflexão sobre a vida, os vínculos afetivos, a educação, a família e o papel desempenhado pelos profissionais na construção de uma sociedade mais inclusiva.

Antes do início desse percurso, estudantes do curso de Fisioterapia da Faculdade R.Sá participaram da programação com atividades voltadas ao bem-estar dos presentes, incluindo exercícios de ginástica laboral e orientações relacionadas à fisioterapia neonatal. Os acadêmicos também conduziram exercícios com os participantes.

Durante a solenidade, o prefeito Naerton Moura destacou a importância do trabalho desenvolvido pelos profissionais que acompanham crianças e estudantes neurodivergentes e ressaltou que o cuidado precisa alcançar também as famílias.

“É preciso cuidar das crianças neurodivergentes, cuidar das crianças especiais, que a cada dia são mais presentes na nossa sociedade. E, com muito amor e dedicação de todos os profissionais, conseguimos incluir essas crianças na sociedade. Mas não podemos cuidar apenas das crianças; precisamos cuidar também dos pais e das famílias. Em rápidas palavras, quero parabenizar todos vocês e pedir que continuem com o coração cheio de amor para cuidar dessas crianças. Eu costumo dizer que quem cuida de uma criança neurodivergente está realizando uma ação muito forte com Deus. Então, continuem nesse caminho, com amor e respeito por todas as crianças e pelas famílias”, declarou.

A secretária municipal de Educação, Jesuíta Rocha, agradeceu o apoio da gestão para a realização da iniciativa.

“Estamos realizando hoje o terceiro Chá da Inclusão, preparado com muito amor e carinho pelos professores, coordenadores e por toda a equipe da educação, que se dedicou para tornar esse momento possível. Quero agradecer especialmente ao nosso prefeito, ao nosso vice-prefeito e ao Poder Executivo, que sempre nos apoiam, além do nosso coordenador José Erivan e das professoras Marilene, Jéssica, Fernanda e Bruna, que se dedicam dia e noite para que esse momento aconteça. É um trabalho feito com muito amor e carinho”, enfatizou.

O coordenador da Educação Especial, José Erivan de Carvalho, destacou os avanços registrados pelo município na área.

“Já estamos avançando com esse projeto do Chá da Inclusão, que chega à terceira edição. Neste ano, apresentamos uma proposta voltada aos professores que trabalham diretamente com estudantes neurodivergentes, trazendo também a reflexão sobre quem cuida e a importância do autocuidado. Hoje atendemos cerca de 70 alunos na Sala de Atendimento Educacional Especializado e estamos ampliando esse trabalho. A professora Jéssica passou a integrar a equipe junto com Marilene, Fernanda e Bruna. Também contamos agora com psicóloga e psicopedagoga, profissionais que antes não tínhamos, fortalecendo essa caminhada da educação especial inclusiva no município. Agradeço a parceria da Secretaria de Educação, da secretária Jesuíta e do nosso prefeito”, destacou.

Após as falas das autoridades, os participantes foram conduzidos pelos diferentes ambientes preparados para a experiência. A proposta foi apresentada pela professora do AEE Bruna Barros, que explicou o significado de cada etapa.

A primeira estação foi denominada Casa Materna, espaço pensado para representar as origens, o vínculo e a importância da vida. A proposta convidava os participantes a refletirem sobre a própria trajetória e sobre a necessidade de reconhecer que todo indivíduo possui uma história que começa antes mesmo de chegar à escola.

Na sequência, os educadores chegaram à Casa Escola, ambiente em que o afeto foi relacionado diretamente ao processo educacional. Nesse espaço, os profissionais foram homenageados por alunos, gestores, professores e autoridades, como forma de reconhecer o trabalho desenvolvido na educação inclusiva.

Um dos momentos simbólicos foi a derrubada de um “muro da falta de inclusão”. Por trás da estrutura havia uma imagens, representando os próprios profissionais como agentes capazes de romper barreiras relacionadas à exclusão, à falta de acessibilidade e à ausência de acolhimento.

A terceira etapa foi dedicada à Casa da Família, apresentada como o espaço de reconstrução dos vínculos e recuperação das forças. A proposta partiu da ideia de que, depois da rotina e dos desafios enfrentados no trabalho, é na família que muitas pessoas encontram acolhimento e energia para continuar.

Por fim, os participantes chegaram ao Banquete dos Afetos, momento destinado à confraternização, ao reconhecimento e à celebração coletiva.

Na ocaisão oferecido aos participantes e a entrega de lembranças aos educadores e demais presentes. Bem como música ao vivo.

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