Picos(PI), 06 de Outubro de 2026

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'Lista suja' do trabalho escravo ganha quatro novos registros no Piauí; veja os nomes

06/10/2026 - Redação

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P40G-IMG-30c15e91bcfd29de87.jpeg (Foto: MTP-PI/ Divulgação)
P40G-IMG-30c15e91bcfd29de87.jpeg (Foto: MTP-PI/ Divulgação)

O Piauí teve quatro registros incluídos na atualização do Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como "lista suja". Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e envolvem casos fiscalizados em 2025 e 2026. 

A “lista suja” é um documento público divulgado semestralmente pelo Ministério do Trabalho, em abril e outubro, que dá visibilidade às ações de combate ao trabalho escravo. Empregadores entram após processo administrativo concluído, sem recurso; permanecem por 2 anos e só saem se não tiverem novos casos e estiverem com a situação regularizada.

Segundo o Ministério do Trabalho, os casos registrados no Piauí envolvem 50 trabalhadores e trabalhadoras submetidos a condições análogas à escravidão em atividades de extração de pedras e outros materiais, construção civil, produção de carvão vegetal e serviços agrícolas. 

Com as novas inclusões, o Piauí passa a contar com 10 registros na lista.

As fiscalizações contaram com a participação de auditores fiscais do trabalho e apoio da Polícia Federal (PF), do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Defensoria Pública da União (DPU). 

Relembre os casos

Em abril deste ano, 20 trabalhadores que atuavam na extração mineral em pedreiras e em uma obra pública de pavimentação em paralelepípedo foram resgatados na zona rural de Francinópolis, no Centro-Norte do Piauí. Eles viviam em alojamentos improvisados e recebiam remuneração inferior ao salário mínimo. O serviço era executado por meio de contrato administrativo com o Estado. 

Meses depois, em junho, dois trabalhadores foram encontrados em uma carvoaria localizada em uma fazenda no município de Uruçuí, no Sul do Piauí. Eles viviam em alojamentos instalados em meio à vegetação e sem proteção lateral, banheiro, água encanada ou espaço apropriado para armazenamento de alimentos. 

Já em dezembro de 2025, foram resgatados 23 trabalhadores na atividade de catação de raízes em uma fazenda de soja, em Palmeira do Piauí. As vítimas dormiam em colchões sem lençóis e faziam refeições dentro de um ônibus por falta de espaço adequado. 

Também no ano passado, no mês de novembro, cinco trabalhadores foram resgatados de uma pedreira em Caldeirão Grande do Piauí, no Sudeste do estado. Eles viviam em alojamentos precários, sem água potável, segurança ou higiene.

 

G1 Piauí 

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