20/10/2026 - Jesika Mayara
(Foto: Reprodução)
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O Hospital Regional de Campo Maior ampliou a oferta de procedimentos cirúrgicos especializados e zerou a fila de pacientes que aguardavam cirurgias ortopédicas na unidade. Os avanços são resultado de investimentos da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), em conjunto com a Sociedade Brasileira Caminho de Damasco (SBCD), responsável pela gestão do hospital, que passou a contar com novos equipamentos, instrumentos cirúrgicos e profissionais especializados.
Referência para a população do território dos Carnaubais, o hospital tem ampliado sua capacidade de realizar procedimentos de maior complexidade, permitindo que mais pacientes recebam tratamento na própria região, sem a necessidade de deslocamento para Teresina, quando houver condições clínicas e estruturais para o atendimento local.

Entre as melhorias estão a aquisição de novos instrumentos cirúrgicos, fios monofilamentares e ultrafinos, além da contratação e mobilização de profissionais especializados. A ampliação da estrutura e a reorganização dos atendimentos também permitiram atender todos os pacientes que aguardavam procedimentos ortopédicos, zerando a fila existente na unidade.
Para o diretor do Hospital Regional de Campo Maior, Jaderson Silva, os resultados refletem o trabalho conjunto entre a gestão da SBCD, o Governo do Estado e a Sesapi para ampliar o acesso da população à assistência especializada.
“Temos trabalhado em conjunto com o Governo para identificar as necessidades do hospital e avançar na capacidade de atendimento. A estratégia é criar cada vez mais condições para que a população tenha acesso aos serviços especializados de que necessita na própria região”, afirma.
Novo instrumento contribui para o tratamento de pacientes com lesões graves
Entre os recursos incorporados à estrutura cirúrgica está a faca de Blair, instrumento utilizado em procedimentos de enxertia de pele, especialmente no tratamento de queimaduras e lesões traumáticas extensas.
O equipamento permite a retirada de camadas finas de pele saudável de uma área doadora para reconstruir regiões lesionadas. Também pode ser utilizado na remoção controlada de tecidos comprometidos, contribuindo para a preservação dos tecidos saudáveis e a recuperação do paciente.
No Hospital Regional de Campo Maior, cinco pacientes com lesões graves e risco de perda de membros já foram beneficiados por procedimentos realizados com o auxílio do instrumento. A disponibilidade do recurso na própria unidade possibilitou intervenções fundamentais para o tratamento e a preservação dos membros afetados.
Segundo o gerente hospitalar da SBCD, Vinicius Andriolo, a ampliação da capacidade cirúrgica representa um ganho direto para os pacientes, que passam a contar com mais possibilidades de tratamento especializado perto de casa.
“Quando ampliamos a capacidade de resolução do hospital, o impacto está diretamente na vida do paciente. São situações em que o tratamento pode ser realizado mais perto de onde ele mora, evitando, quando clinicamente possível, deslocamentos para outras cidades, transferências, internações e procedimentos fora da sua região. É uma melhoria assistencial que aproxima o serviço especializado da população”, afirma.